Propósito de vida, Autoconhecimento e Autodesenvolvimento - É comigo mesmo!

30 Nov 2016

Quando converso com outras pessoas sobre escolhas de vida, de carreira ou mesmo sobre a forma que constroem seus hábitos, me chama muito a atenção o fato de muitas vezes parecerem não ter clareza sobre aquilo que realmente querem ou precisam fazer, partindo muitas vezes para um pedido de conselho que lhe ajudaria com isso. E percebo que essa falta de clareza é bem comum às pessoas que acabam deixando “a vida levar”, abrindo mão de fazer suas próprias escolhas de forma consciente.

 

A informação e o conhecimento já vinham ficando cada vez mais disponíveis à humanidade, mas com o advento da internet se tornou ainda mais frenética a  descoberta, construção e disponibilização de novidades a todo momento. E agora, com a aceleração da computação cognitiva, das ferramentas de inteligência artificial e do big data, a variedade de opções se tornou ainda mais ampla, o que pode facilitar muito ou dificultar muito as escolhas que cada um faz pra si. E somente com a evolução do auto-conhecimento a partir de minha história de vida, emoções, sentimentos, valores, princípios e critérios farão que eu tenha a real clareza do que servirá de filtro nesta infinidade de opções.

 

 

Muitas vezes, erramos nessas escolhas por abrir mão destes valores e critérios pessoais e simplesmente baseamos as escolhas em influencias externas ou pressão da sociedade, fazendo não aquilo que queremos, mas aquilo que acreditamos ser o esperado pelos outros.

 

Mas nós somos os únicos responsáveis por nossas escolhas, inclusive a escolha de fazer o que não quer verdadeiramente. Stephen Covey em seu livro “O 8º hábito" nos desafia a “pensar profundamente no dom da LIBERDADE DE ESCOLHA que recebemos ao nascer e usá-lo sabiamente para expandir a sua liberdade e permanecer em constante crescimento, aprendendo e contribuindo”. Mas como tornar estas escolhas mais conscientes?

 

O primeiro passo é ter muita clareza no seu PROPÓSITO DE VIDA, que nada mais é que saber o que importa e onde quer chegar. O motivo pelo qual acorda todas as manhãs. O que te move. O que te abastece da energia necessária para enfrentar a trajetória entre o “O que você quer ser quando crescer? ” e o “Qual o legado quer deixar pro mundo?”.

 

 

 

Por muito tempo isso foi deixado em segundo plano, pois precisávamos simplesmente nascer, crescer, estudar, arrumar um emprego, casar, aposentar e morrer. Era isso que se esperava e não se fazia necessário gastar energia com o significado das escolhas. Bastava escolher o mais simples: aquilo que todos faziam.

 

Mas a cada nova geração, as pessoas têm buscado mais ir atrás daquilo que realmente gostam, se arriscando muitas vezes em profissões de maior risco ou menor reconhecimento. Por isso, pesquisas recentes com recém formados mostram que eles sonham menos com a estabilidade de um bom emprego e mais com espaços onde possam expressar suas individualidades, onde o “dinheiro é consequência” de sua arte e seu propósito.

 

Mas como consigo definir com clareza meu propósito?

 

Existem muitas técnicas e forma de fazer... Inclusive tem gente boa ensinando esta construção para economizar tempo e energia nes, como por exemplo fazem os queridos Bruno e Larissa do Moporã (http://www.proposito.mopora.com/) que vale uma visita no site.

 

Gosto muito também do gráfico publicado na fan page da Endeavor que dá uma boa visão para tirar seu propósito da cabeça e do coração para o papel:

 

 

Eu particularmente comecei a fazer este exercício bem cedo, mapeando todas as minhas crenças, valores, habilidades, limitações, sonhos e expectativas... A primeira versão escrita do meu propósito era bem longa e detalhada (parecia uma redação do colégio), dando bastante clareza às minhas escolhas, pois como disse Lewis Carrol em Alice no País das Maravilhas, “Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”. E eu precisava de um caminho! A partir disso, fui refinando, desenvolvendo meu auto-conhecimento, lapidando o que estava escrito até chegar no meu real propósito: TRANSFORMAR PESSOAS.

 

Se você ainda não identificou e escreveu o seu propósito, é importante que comece a refletir para fazê-lo, e a partir disso suas escolhas ficarão muito mais fáceis. Escolhas do tipo: “Quais informação é realmente relevantes?”, “Quais são os meus talentos e diferenciais que quero desenvolver?”, “Quais são os gaps que me impedem de ir além e preciso investir para minimizá-los?”, “Quais são as metas que preciso traçar para garantir que estou me aproximando do meu propósito?”.

 

Estas escolhas definirão os projetos pessoais, as tarefas diárias e o estilo de vida que realmente faz sentido na busca deste propósito. Anthony Robbins, em “Poder sem limites”, afirma que “As pessoas não são indolentes. Elas simplesmente têm metas impotentes – isto é, metas que não as inspiram”.

 

 

Porém, a busca pelo propósito sempre encontra muitos obstáculos. Em um mundo com as mudanças tão aceleradas, imprevistos podem mudar todo o contexto como um “efeito borboleta”. E todo este mar de informações, demandas urgentes e imprevistos acabam por desviar o foco daqueles projetos importantes e planos de ação para o que não importa. Somente a partir de protagonismo (Maestria Pessoal), onde olho todos os dias para as minhas escolhas e as lidero com consciência, evito colocar a responsabilidade no externo, terceirizando a responsabilidade sobre o meu crescimento e esperando o contexto melhorar para agir (o que nuca acontece). Em algum momento da vida, não ouvimos falar de crise?

 

Um dos maiores obstáculos, porém, é a dificuldade de se manter atualizado com tanta informação, como já vimos. Tudo muda e aquilo em que eu era autoridade máxima de repente se torna obsoleto ou simplesmente perde a importância. E eu tenho duas escolhas neste sentido: ou chorar de saudades de um mundo que não existe mais ou me preparar para a próxima mudança. Eu prefiro a segunda. E você?

 

Em seu livro “A Arte da Felicidade”, Dalai Lama afirma que "o aprendizado e a educação são importantes porque ajudam a pessoa a desenvolver a convicção da necessidade de mudar e ajudar a sua noção de compromisso. Essa convicção da necessidade de mudar por sua vez desenvolve a determinação. Em seguida a pessoa transforma a determinação em ação."

 

Enfim, se sei exatamente qual é o meu propósito e quais são os valores que delimitam a sua busca, posso escolher o que faço com cada minuto da minha vida e parar de sofrer com as “desescolhas” que minhas prioridades trouxeram. Posso buscar autoconhecimento e autodesenvolvimento a cada dia a partir do meu protagonismo e conseguir deixar tempo livre para aquilo que realmente importa. E ao final da vida poder olhar para trás e dizer que não me arrependi de nada, que a cada dia fui melhor que no dia anterior e que terminei em minha melhor versão... A partir de minhas próprias escolhas !

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