O líder e a tomada de decisões

Atualizado: Set 8

O líder moderno está o tempo todo envolvido em novos conceitos, novas informações, novas possibilidade se principalmente em novos problemas. E neste cenário que beira o caótico, deve estar sempre atento e preparado para tomar decisões que mitiguem ou resolvam estes problemas, e também que aproveitem as oportunidades que o que acontece ou acontecerá irá gerar.

E tomar decisões, o principal papel de um líder, é talvez a mais difícil das tarefas pois sempre envolve uma escolha de um caminho e automaticamente, abrir mão de outro que sempre tem também vantagens e oportunidades. As decisões estão ainda mais complexas, já que o cenário é imprevisível, a tecnologia traz um mar de informações que às vezes clareia e outras vezes confunde e as equipes estão cada vez mais autônomas e levam até o líder apenas os assuntos mais difíceis.

Neste cenário o líder precisa estar o tempo inteiro atento à tendências e observar qualquer indício de mudança no cenário e nas pessoas. E atuar próximo, absorvendo as novas informações de maneira rápida e madura.

A velocidade que as coisas acontecem é aceleradíssima e muitas vezes não existe tempo hábil para reunir todas as informações, discutir com todas as pessoas e avaliar todos os riscos e oportunidades envolvidos. Daí, toda a insegurança. Será que a decisão está realmente madura? Será que é um erro ou um acerto? Será que ouço mais a razão ou a emoção?

Líderes aprendem muito a ouvir sua intuição, e tomam sim decisões por instinto, por feeling ou seguindo seu "6º sentido"... Isso nada mais é do que a manifestação das experiências e conhecimentos que a pessoa tem e que o inconsciente ou subconsciente alerta com sinais claros que algo precisa ser feito naquele momento, mesmo que nem sempre saibamos o porquê racional daquela decisão. Isso de forma alguma elimina a necessidade de analisar os fatos e dados, imprescindíveis durante todo o processo de gestão. Gestor bom olha os números, mas também olha pra si mesmo.

Mas cuidado! Decisão por instinto é uma coisa. Decisão impulsiva é outra. Quem nunca fez uma besteira quando estava tomado por uma emoção? Nesta hora respire e peça um tempo (minutos que sejam) pra si. Com calma, a tendência é erra menos.

Cuidar do emocional e criar repertório então é muito importante para melhorar a assertividade das decisões, pois quanto mais elementos o líder possui para compor sua tomada de decisões, maior é a segurança da melhor escolha. Ler muito, se expor a experiências mais diversificadas possível, conhecer casos de sucesso e insucesso de outros líderes, interagir com pessoas de outros meios e ouvir com atenção as pessoas com envolvimento direto ou indireto com seu negócio... Tudo isso aumenta a bagagem do líder que senioriza suas decisões, carregando com elas uma tranquilidade e segurança que também aumenta muito a possibilidade de sucesso.

Mas existem dicas para melhorar a qualidade da sua tomada de decisões?

Eu descrevo abaixo algumas que funcionam bem pra mim e que podem te ajudar:

1 – Aprenda com os erros e com os acertos. Mas saiba ser inteligente pra perceber que o que deu certo uma vez não será garantia de sucesso eterno e o que deu errado no passado pode ser a chave para a virada agora sob um novo cenário;

2 – Observe muito e o tempo todo. Observar é olhar tudo, ouvir com atenção e sentir sem barreiras. Os sinais que algo precisa ser feito sempre estão à disposição, mas apenas poucos podem percebê-lo (ou estão atentos para tal);

3 – Apagar incêndios é importante, mas prevenir é muito mais. Crie sempre planos para tratar efetivamente causas de problemas, para aproveitar ao máximo as oportunidades de melhoria e evolução.

4 – Tenha uma rede de contatos que lhe dê segurança para pedir ajuda quando não tiver todos os elementos e conhecimentos necessários para a decisão, mas lembre-se sempre de também oferecer ajuda. Esta rede além de se apoiar, gera aprendizado e crescimento mútuo;

5 – Após decisões mais importantes, faça sempre uma análise dos resultados dela, corrija rotas e gere aprendizado (para si mesmo e para o processo).

6 – Não se apegue à sua melhor ideia. Pergunte muito e ouça muito durante a implementação das decisões e seja flexível para encontrar o melhor caminho, abrindo mão do seu ego e aceitando a melhor solução para a situação. Com isso você aprende e resolve o que precisa ser resolvido;

Estas são seis dicas do que acredito ser um bom caminho para desenvolver minha tomada de decisões. Para cada pessoa, a lista pode ser maior ou menor.

Tomar decisões não é fácil e a insegurança pode fazer com que o líder centralize para si esta responsabilidade, aumentando ainda mais os riscos de colapso. O cenário é incerto, a economia hesitante, os empregos e as profissões em risco... Tomar a decisão errada pode ser muito arriscada para o profissional... Vale mesmo a pena arriscar? Não decidir por si já é uma decisão... Quase sempre a pior!

Abraços

Allan Cabral Pimenta

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