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Crenças: Limitantes ou Propulsoras?

6 Mar 2017

Todos nós criamos a partir de nossas experiências, cultura onde estamos inseridos, círculo de relacionamento e personalidade, uma visão de mundo que forma NOSSA REALIDADE. Esta realidade é baseada em diversas CRENÇAS que foram se formando ao longo do tempo. E o que são estas crenças? São verdades que acreditamos de forma muito veementes e que podem nos paralisar ou colocar em ação frente ao mundo que nos é apresentado, influenciando nosso jeito de agir e tomar decisões.

 

Muitas vezes nos apoiamos nas limitações do meio que vivemos, nas expectativas das pessoas que convivem conosco, nas oportunidades limitadas que temos em comparação com outros. Mas sempre criamos todas estas limitações muito mais dentro de nós que fora de nós mesmos. E enquanto algumas pessoas acreditam que não existem limites e partem para a ação, outras acreditam que sua vida é assim mesmo e precisa aceitar, pois aceitar dói menos.

Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.

Henry Ford

 

Hoje em dia a tecnologia e a internet nos permite abrir os horizontes e conhecer um mundo muito maior que nossos pais e nossos avós. Mas a tecnologia também acelera muito a inteligência artificial e a robótica substituindo o ser humano para evitar erros em diversas tarefas repetitivas e tomadas de decisão. Isso mesmo... A máquina já está tomando decisões por nós baseado em grandes volumes de dados, computação cognitiva (onde o computador constrói aprendizado a partir de novas variáveis) e algoritmos cada vez mais complexos.

No livro Organizações Exponenciais, Yuri Van Geest, Michael Malone e Salim Ismail ressaltam que já usamos Inteligência Artificial e Algoritmos para mitigar e compensar muitas das heurísticas (processos cognitivos empregues em decisões não racionais) do ser humano. Algumas destas “crenças invisíveis” que “enviezam” nossas decisões e nos levam caminhos nem sempre melhores são citadas por eles: Viés da Ancoragem (Confiar demais e se ancorar em uma característica ou parte da informação); Viés da Disponibilidade (Superestimar a probabilidade de eventos com maior disponibilidade em nossa memória, devido à forte carga emocional); Viés da Confirmação (procurar, interpretar, focar e lembrar de informações que confirmem as ideias pré concebidas); Viés de Apresentação (tirar conclusões diferentes de uma mesma informação dependendo de como e por quem ela é apresentada); Viés de Otimismo (tendência de supervalorizar os resultados favoráveis ou agradáveis); Viés da Falácia do Planejamento (tendência de subestimar custos, tempo e riscos e superestimar os benefícios) e Viés de Aversão a perdas ou Custos Irrecuperáveis (desistir de um objeto maior devido à dificuldade em adquiri-lo).

 

Entender este cenário, perceber que a sociedade como um todo ainda não percebeu este movimento e rever suas crenças são atitudes importantes para se ajustar a esta realidade.

 

A sociedade nos impõe um modo de vida, com o qual somos obrigados a lidar e a viver, sem termos espaço para questionar.  As pessoas que vão contra estes padrões sociais, acabam isoladas. No entanto, estas pessoas têm maiores chances de encontrar a felicidade.

José Roberto Marques (Livro: Leader Coach)

 

Mas se as crenças são verdades tão absolutas, existe algum jeito de muda-las? Eu acredito muito que sim e penso que somente conhecendo profundamente novas verdades, cada pessoa poderá escolher de fato o que pra si mesmo é importante e real. Cada um pode criar seu caminho neste sentido, mas vejo que 5 ATITUDES são essenciais para isso:

  1. Investir em Autoconhecimento - O primeiro passo é conhecer profundamente a si mesmo. Entender as razões de ser como é, acreditar no que acredita e porque faz o que faz. Quem é você? Quais são os seus valores? De onde eles vêm? Pra onde você vai? Quais os seus sonhos?  Quem esteve com você até agora? Quem quer que esteja nesta caminhada? Terapia, coaching, meditação e muita reflexão são interessantes para este caminho.

  2. Reaprender a criatividade - Todos nós nascemos naturalmente curiosos, criativos e diferentes uns dos outros e acabamos nos moldando a um grupo, a uma cultura a uma "realidade". Encontre quais são as características que te diferenciam e se aproprie delas. Permita-se criar coisas novas com base no que você gosta e acredita e não apenas no que você acha que esperam de você. Pergunte o que não sabe e aprenda coisas novas todos os dias. Lembre-se que toda criança é assim. Lembre-se que você já foi assim.

  3. Experimentar - Se permita viver experiências que não viveu. Experimentar coisas que não experimentou ainda (comer uma comida diferente, visitar um lugar muito diferente, praticar um esporte que te dá medo, etc).. Livre de preconceitos, encarando seus medos, vivendo uma nova sensação.

  4. Escutar Genuinamente - Pratique o silêncio interno e ouça o outro com atenção genuína, principalmente quando estiver com alguém com idéias muito diferentes da sua. Ouça com atenção o outro ponto de vista e se interesse em saber mais sobre aquilo que não faz sentido pra você.

  5. Praticar a empatia - além de ouvir o outro com atenção, tente enxergar o mundo a partir das lentes do outro. Como você se sentiria se vivesse aquela realidade? Como seria se acreditasse nas mesmas coisas que o outro? Permita-se sentir verdadeiramente no lugar do outro para entender verdadeiramente seu ponto de vista.

 

As crenças podem sim nos aproximar ou afastar nos nossos verdadeiros sonhos. E embora, já tenhamos muitos computadores nos substituindo por aí, nem mesmo os mais poderosos ainda estão perto de ter diferenciais que só nós seres humanos possuímos, por exemplo: criatividade, sensibilidade, empatia, capacidade de engajar colaborar...Ou seja, cada um de nós tem ainda muito espaço para ser cada dia melhor e evoluir.

 

Nosso cérebro é programado para nos proteger e economizar energia. Com isso, repetir os padrões, ter medo do diferente e acreditar que o pouco que conhecemos é um retrato fiel da realidade é natural e comum para todas as pessoas. Porém, hoje tudo muda o tempo todo e temos acesso muito fácil a milhares de "outras realidades". Assim, quebrar nossas crenças todos os dias se tornou uma necessidade. Mudar de opinião, que antigamente era mal visto, se tornou uma constante. Aprender coisas novas e ressignificar as verdades absolutas que construímos ao longo da vida se se tornaram habilidades essenciais para viver e se desenvolver neste novo mundo. E a necessidade de sermos singulares e vivermos nossos próprios sonhos se tornou condição básica para a felicidade.

 

E você? Já parou pra pensar quais são as crenças que te limitam?

 

E quais são aquelas propulsoras de sua felicidade? De onde elas vêm?

 

Ainda deixa de fazer alguma coisa porque acredita que não tem o dom pra isso?

 

Será que a verdade que você acredita é mesmo a melhor verdade para você?

 

Eu ainda estou conhecendo e ressignificando as minhas... Todos os dias...

 

Bom trabalho na sua caminhada!

 

Allan Cabral Pimenta

 

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