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O feedback e seus efeitos poderosos

15 Feb 2017

O principal papel de um líder é influenciar as pessoas no sentido de um mesmo objetivo. Monitorar, estimular e capacitar estas pessoas é algo importantíssimo e muitas vezes deixado de lado, ou relegado algo mais genérico e menos personalizado, que não traz tantos resultados.  Com isso, a troca constante de feedbacks é importantíssima para o líder executar estes papéis e ainda demonstrar um legítimo interesse nas pessoas e engajamento neste objetivo. Exige uma real preparação tanto para quem dá quanto para quem recebe.

Muitas empresas colocam o feedback como uma rotina formal e anual. Porém mais que uma burocracia ou ferramenta de avaliação este deveria ser observado como uma poderosíssima atitude para levar o time à alta performance.

 

Muitas vezes se observa ainda que o líder não foi preparado com ferramentas e técnicas neste sentido, não embasa este feedback de forma precisa e ainda se sente pressionado pela formalidade, padronização das ferramentas e prazos curtos para se cumprir esta rotina com qualidade. Mas será que é realmente necessária esta formalidade de um ritual anual, muitas vezes encarado com medo por quem será avaliado e com desdém por quem avalia.

 

Aliás, quem recebe o feedback também não se mostra, na maioria das vezes preparado para recebê-lo. Aquela que poderia ser uma excelente oportunidade de auto-conhecimento se torna apenas um momento de “fui bem “ou “fui mal”.

 

As principais ferramentas usadas pelas empresas são o feedback 90°, 180° e 360°. Onde no primeiro o funcionário é avaliado nas competências chave escolhidas pela empresa por seu gestor imediato, e os pontos desta avaliação alimentam um sistema ou a sua ficha funcional. No segundo, ele também avalia o gestor e os resultados desta troca também são registrados. E na 360°, ele se auto-avalia e também recebe avaliações de seus pares, equipe e em alguns casos também clientes, fornecedores e parceiros estratégicos. Estas avaliações dão uma visão ampla de suas forças e debilidades. E tudo culmina em uma troca de feedbacks registrada em sua avaliação anual.

A avaliação 360° deve ser a técnica mais utilizada nas empresas, embora em todas elas tenha espaço para ser melhor e fora delas tenha muito espaço para existir (por exemplo, porque não podemos usar isso na avaliação de estudantes juntamente com os temidos testes de conhecimento?). Porém, ela precisa ser usada forma bem cuidadosa por todos os envolvidos, principalmente garantindo que todas as avaliações sejam realmente transparentes, responsáveis e maduras para serem realmente focadas no desenvolvimento individual e do grupo.

 

Algumas empresas já adotam um processo menos formal, onde os feedbacks entre todos os atores são trocas espontâneas. Já existem inclusive sistemas para registro destes e acompanhamento entre gestor e equipe.

 

Mas todas estas ferramentas das empresas só realmente são eficientes, se o feedback for realmente cuidadoso e bem trabalhado (por quem dá e por quem recebe). O isso não vale apenas para dentro das empresas, mas para qualquer situação da vida.

Um bom feedback deveria ser sempre bem preparado, focado em fatos e dados, livre de julgamentos, com cuidados na forma e na linguagem , trazendo críticas de forma restruturada, pontos de melhoria com clareza e elogios de forma sincera, e focado na evolução de quem ouve. E quem recebe, deve ouvir com atenção, prestando atenção em cada detalhe, sem se preocupar em responder ou justificar naquele momento e refletir com calma sobre cada ponto, absorvendo o que é seu e descartando aquilo que não concordar, podendo ainda depois disso dar um retorno a quem o presenteou com esta oportunidade.

 

Deveria ainda terminar com combinados claros de retorno e ajuda. É recomendável que gestores construam planos de evolução de seus colaboradores a partir do que eles acreditam ser importante, e faça o acompanhamento destas evoluções (execução x resultados).

 

Um feedback mal planejado, mal comunicado ou baseado fortemente em emoções, pode ferir e trazer o resultado oposto ao esperado, pois criaria barreiras intransponíveis entre as duas pessoas e visões incompatíveis da realidade. Em "A arte de assoprar brasas", Leonardo Wolk nos trás que “as palavras, o que dizemos, podem ter o enorme poder de ferir ou curar. Dessa forma, podemos ter uma comunicação responsável ou irresponsável. Quem escolho ser? Qual será minha intenção: ferir o outro, enchendo-o de culpa, ou aprender?”

O grande ponto é que esta é a principal ferramenta de trabalho, mas que se aprimorada pode e deve ser usada na vida. Por exemplo, uma mãe deveria ser a maior mestre em feedbacks ao cuidar da educação de seus filhos...

 

Cada um deve ser o responsável por aprimorar nesta arte. Estudando, praticando e aprimorando a cada dia. Aprimorar em falar o que precisa ser dito de forma transparente e responsável, com foco no outro, checando entendimento e focando na sua evolução. E aprimorar em ouvir com atenção, para receber os feedbacks e ter uma visão mais clara de quais são os pontos fortes que te diferenciam da média e devem ser cada dia mais aprimorados, e os pontos de aprimoramento que exigem cuidado para não serem ancoras na sua caminhada rumo aos seus sonhos.

 

Como você anda preparando e executando seus feedbacks todos os dias? E como recebeu seus últimos? Pense nisso...

 

Allan Cabral Pimenta

 

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